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Eleições Brasil 2012
Sexta - 06 de Agosto de 2010 às 07:32

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As provocações de Plínio de Arruda Sampaio, o candidato do PSol, apimentaram o primeiro debate dos presidenciáveis, realizado na noite desta quinta-feira (5), na TV Bandeirantes, em São Paulo. Os comentários ácidos chegaram a colocar o político entre os tópicos mais comentados do Twitter, perdendo apenas para o goleiro Rogério Ceni, que disputava a semifinal da Copa Libertadores – que valia vaga no Mundial Interclubes.

Logo ao entrar em cena, como o primeiro a responder uma pergunta elaborada com a ajuda do público, Plínio falou que o eleitor devia estar “surpreso” com a presença dele no debate. Ele é o quarto colocado nas pesquisas, com cerca de 1% dos votos. Entre os participantes do debate, é o que tem o pior desempenho.

Plínio chamou Marina Silva (PV) de “petista” e “ecocapitalista”, disse que José Serra (PSDB) é “hipocondríaco”. Para atacar Dilma Rousseff (PT), lembrou que elaborou o programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para reforma agrária e que o número famílias assentadas pelo petista – e alardeado por Dilma – é metade do proposto. Ele chegou a dizer, inclusive, que Lula fez menos que FHC na área.

Posições firmes foram marcadas em seu discurso: declarou-se contra a transposição do Rio São Francisco, classificou a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte de “delírio econômico”, disse que “propriedade agrária não pode ter mais de mil hectares”, que é a favor da redução da jornada de trabalho e que meio ambiente e a busca pelo lucro são “incompatíveis”, e que o governo Lula “deu calote na dívida social”.

Plínio se disse discriminado por ganhar pouco espaço no debate. Favoritos ao segundo turno, Dilma e Serra miraram um ao outro na troca de perguntas. Ele chegou a dizer que os dois estavam fazendo do debate um “blocão” e ameaçou fazer um “bloquinho” com Marina – a terceira nas pesquisas.

Deixou claro que o tom do discurso dos outros três candidatos é parecido e define sua visão como “diametralmente” oposta à deles.

De planos práticos, no entanto, pouco falou. Serra, por exemplo, deu a entender que pretende resgatar os mutirões de saúde. Dilma apontou número para a criação de Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e Marina disse que pretende investir em saneamento básico como forma de defender o meio ambiente.
 
Plínio falou que o muro que separa as aspirações do brasileiro e a realidade do País ”não será superada com um mutirãozinho a mais ou a menos”, mas não deixou claro o que pretende fazer.





Fonte: Abril

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