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Saúde
Terça - 24 de Agosto de 2010 às 16:56

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Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) revelam que as taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágio avançado. Somente este ano serão diagnosticados cerca de 50 mil novos casos da doença. Para mais de 11 mil mulheres o câncer de mama será fatal. Nesse cenário, a mamografia 3D se destaca em termos de diagnóstico, reduzindo a quantidade de repetições e de falsos positivos.

De acordo com o doutor Aron Belfer, médico radiologista do CDB Premium, em São Paulo, “a mamografia 3D, ou tomossíntese, produz múltiplas imagens da mama, sob diferentes ângulos. Essas projeções, quando reconstituídas numa imagem tridimensional da mama, eliminam a superposição de tecidos, melhoram a visualização dos contornos da lesão e aumentam entre 10% e 15% a detecção do câncer de mama”.

A tomossíntese oferece outros importantes benefícios para as mulheres. “Além de permitir a detecção de tumores menores, reduz de forma relevante o número de pacientes submetidas a biópsias por conta de falsos positivos”, diz Belfer.

Independentemente de a paciente se submeter a uma mamografia convencional, digital ou 3D, o especialista alerta que mulheres com mais de 40 anos – ou mais cedo, se houver histórico familiar – devem se submeter anualmente ao exame. O método continua sendo muito eficiente na detecção precoce de câncer da mama, podendo reduzir consideravelmente o índice de mortalidade, o custo do tratamento e, principalmente, o desgaste emocional da paciente.

Na opinião de Aron Belfer, em termos de tecnologia, a mamografia digital já é um avanço importante em relação à mamografia convencional, com filme. Mas a tomossíntese surge como uma tecnologia capaz de detectar lesões que antes passariam despercebidas na mamografia digital, principalmente em mamas muito densas. “A detecção de tumores menores permite recorrer a cirurgias menos mutilantes, resulta em menor custo global do tratamento, maior sobrevida e melhor qualidade de vida das pacientes”.


Fonte: Dr. Aron Belfer
, médico radiologista do CDB Premium, em S.Paulo

(www.cdb.com.br)






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