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Saúde
Quarta - 19 de Outubro de 2011 às 19:35

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Durante este mês ocorre o movimento mundial Outubro Rosa, que tem como objetivo alertar sobre os riscos do câncer de mama e chamar a atenção das mulheres sobre a importância do autoexame e da mamografia. Além de todos os cuidados com a prevenção e diagnóstico precoce incentivados pela campanha e pelos profissionais da saúde, outra preocupação está na qualidade de vida de quem enfrenta a doença. E dois grandes aliados nessa batalha são a fisioterapia e terapia ocupacional.
 
A fisioterapia, por meio do trabalho físico e mental, tem como função prevenir complicações do pós operatório. “Nossa missão é fazer todos os tipos de trabalhos fitoterapeuticos necessários para que essas mulheres que já fez a operação de câncer de mama ter condições de voltar às atividades do dia a dia”, explica a fisioterapeuta Cristiane Ferraz. Entre  as complicações mais frequentes encontram-se o linfedema, a diminuição da sensibilidade na região operada, lesão nervosa, limitação articular do ombro e fibrose do cordão linfático. Além disso, há também os efeitos do tratamento medicamentoso, principalmente da quimioterapia, que afeta aspectos físicos e sexuais como a fadiga e as disfunções sexuais (secura vaginal, dor na relação, entre outras).
 
Já a terapia ocupacional oferece ao paciente em tratamento oncológico atividades manuais, lúdicas, artísticas e expressivas, que ajudam a melhorar a autoconfiança, bem-estar e, principalmente, a auto estima. Os exercícios terapêuticos, massagens, alongamento, relaxamento, técnicas de controle da dor e da fadiga permitem ao paciente ter melhores movimentos e evitam possíveis sequelas.
 
Para a terapeuta ocupacional Maria Isabel Nelli é fundamental que as pacientes participem desses tipos de atividades, “Nosso trabalho é em grupo e tem como finalidade reinserir essas mulheres de volta à vida normal, já que algumas ficam muito abaladas após a descoberta do câncer”, comentou.
 
Os trabalhos desses dois tipos de profissionais têm a missão de tratar e reabilitar, além de dar todo o apoio necessário para que essas mulheres consigam atingir uma melhora na doença ou a cura completa. Em Cuiabá o Centro de Reabilitação Dom Aquino Correia (CRIDAC) oferece essa reabilitação às vítimas do câncer de mama.
 
Entre as pacientes está a professora Adriana Catelli Correia, que detectou o câncer de mama, fez a cirurgia e agora está na fase do pós operatório. Na preparação para receber as próteses, ela conta que os exercícios que aprendeu no CRIDAC são fundamentais para suas rotinas diárias, como por exemplo os exercícios para os braços, que é um dos membros mais afetados, “Meus braços ficam inchados e pesados. No grupo aprendi a fazer atividades que melhoraram muito a circulação  e hoje eu consigo fazer várias coisas sem se preocupar com as sequelas” comentou a professora.
 
O exame que pode diagnosticar precocemente o surgimento de um tumor aumenta as chances de cura e diminui o risco de morte. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, este ano devem ser registrados cerca de 50 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. E por ano, aproximadamente 12 mil brasileiras morrem por causa da doença.
 






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