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Ciência
Sexta - 23 de Dezembro de 2011 às 07:00

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Um grupo de pesquisadores britânicos anunciou a primeira descoberta oficial de uma nova partícula pelo LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla inglesa).

Embora não seja uma descoberta muito significativa do ponto de vista da física, o resultado mostra que o maior acelerador de partículas do mundo, localizado na fronteira entre a Suíca e a França, começa a dar frutos.

O achado, como acontece sempre nos aceleradores, é fruto de uma análise estatística detalhada dos resultados de colisões de prótons em alta velocidade, realizadas dentro de detectores no interior do anel do LHC. No caso, os dados vieram do instrumento Atlas.

"Analisar bilhões de colisões de partículas é fascinante. Há todo tipo de coisa interessante enterrada nos dados, e tivemos sorte de olhar para o lugar certo na hora certa", diz Andy Chisholm, estudante de doutorado da Universidade de Birmingham que participou do estudo.

A partícula descoberta é um méson com um nome bem esquisito: Xi_b(3P). Instável, ela é composta por dois quarks que se ligam por um breve instante, antes do decaimento.

Quarks são os tijolos básicos do núcleo dos átomos --cada trio deles compõe um próton ou um nêutron. Composições alternativas, em duplas, formam mésons, que duram apenas frações de segundo.

"Essa partícula é uma das centenas de hádrons que são constantemente achados em muitas experiências", diz Gustavo Burdman, físico teórico da USP, que não participou da pesquisa.

Sua existência já era prevista pela teoria, e nada do que foi visto fugiu ao esperado. "Não aprenderemos nada novo com relação à física de partículas", diz Burdman. "Na verdade, ele poderia até ter sido observado com aceleradores com energia menor que a do LHC."

O resultado foi publicado online no repositório livre de artigos de física, o arXiv (www.arxiv.org). 






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