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Internacional
Terça - 19 de Junho de 2012 às 18:58

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O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak teve morte clínica nesta terça-feira (19), segundo a agência oficial Mena, citando fontes hospitalares. As fontes afirmaram que o coração de Mubarak, de 84 anos, parou de bater e foi submetido a um desfibrilador várias vezes, mas não respondeu.

Já a agência Reuters, citando duas fontes da segurança, afirma que Mubarak não teve morte clínica, mas está inconsciente e respirando por meio de aparelhos.
 

 Mubarak havia sido transferido nesta terça da cadeia onde estava havia duas semanas para o hospital militar Maadi, no subúrbio do Cairo, após ter sofrido um acidente vascular cerebral que o deixou em estado grave.

Mais cedo, a agência oficial de notícias Mena havia informado que Mubarak, ainda na cadeia, já havia sido submetido a uma desfibrilação cardíaca.

Mubarak governou o Egito por mais de 30 anos até fevereiro de 2011, quando foi derrubado por uma revolta popular, no contexto da chamada Primavera Árabe.

Ele estava detido havia duas semanas em uma ala médica da prisão de Tora, no sul do Cairo, depois de sua condenação à prisão perpétua, no dia 2 de junho, data na qual seu estado de saúde teria começado a piorar bastante.

O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak em 29 de janeiro em tribunal no Cairo (Foto: AP)
O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak em 29 de janeiro em tribunal no Cairo (Foto: AP)

Fontes de segurança informaram que ele estava sofrendo de depressão severa, de dificuldades respiratórias e de hipertensão.

Sua família pediu que ele fosse transferido para um hospital para ser tratado, como tinha sido o caso antes de sua condenação, mas as autoridades explicaram que não tinham tomado ainda uma decisão e que Mubarak seria "tratado como qualquer outro prisioneiro".

O ex-chefe de Estado havia sido condenado à prisão perpétua por conta da repressão à revolta contra seu governo, que deixou cerca de 850 mortos em violentos confrontos de rua entre manifestantes e as forças de segurança.

A morte cerebral de Mubarak foi anunciada em um momento de tensão no Egito, com protestos de rua (veja vídeo ao lado) contra o suposto golpe dado pelos militares, que dissolveram a Assembleia às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, as primeiras do pós-Mubarak, cujo resultado deve sair nesta quinta-feira (21).

A junta militar que sucedeu Mubarak no poder é frequentemente acusada de levar muito lentamente o processo de transição para a democracia, ou mesmo de não ter intenção de ceder o poder.






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