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Agronegócios
Sábado - 23 de Novembro de 2013 às 15:05
Por: ISA SOUSA DA REDAÇÃO

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 O Estado de Mato Grosso ampliou sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
 
Os dados mais recentes da instituição foram divulgados na sexta-feira (22) no país e indicam que o Estado responde a 1,7% do PIB brasileiro. O índice significa um crescimento de 0,1 ponto percentual em relação ao ano de 2010. 
 
Ao lado de Goiás, Mato Grosso fez com que a região Centro-Oeste avançasse 0,3 ponto percentual em 2011, restabelecendo o nível de 2009, quando chegou a 9,6% de participação de maneira geral. 
 
A pesquisa do IBGE não menciona Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. De acordo com o estudo, Goiás e Mato Grosso foram os que mais contribuíram para o ganho de participação. 
 
Goiás, no entanto, está a frente. De 2,6%, passou para 2,7% do PIB nacional em 2011. No caso deste estado, o ganho está relacionado ao desempenho da indústria de transformação. 
 
No caso de Mato Grosso, o grande impulso veio do agronegócio, setor considerado o “motor” da economia e que também dá destaque ao Estado no cenário de exportações. 
 
O IBGE apresentou a expansão do setor em números. Segundo o órgão, a agropecuária passou de 6,9% em 2010 para 8% de crescimento em 2011. O acréscimo se deve pelo aumento do preço do milho e também pelo aumento da produção de soja. 
 
O grão, inclusive, fez o Estado ser destaque em recente matéria de capa da Revista Exame. Com o produtor rural Eraí Maggi, gaúcho de nascimento e que, antes considerado “Rei da Soja”, ganhou recentemente o título de “maior produtor mundial de grãos”. 
 
Os maiores
 
Ainda conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apenas três estados do país concentram sozinhos 53,1% do PIB de 2011. 
 
O grupo é formado por São Paulo (32,6%), Rio de Janeiro (11,2%) e Minas Gerais (9,3%).
 
O número é menor que em 2002, por exemplo, quando os mesmos três somavam 54,8% do PIB, porém continua sendo “razoável”. 
 
De maneira específica, São Paulo passou de 33,1% em 2010 para 32,6% em 2011. Segundo o IBGE, a queda ocorreu porque a indústria de transformação brasileira atingiu, em 2011, sua menor participação na série (14,6% contra 16,2% em 2010). Com isso, o estado teve perda de representatividade da indústria de transformação de 42,0% para 41,8%.
 
Ao contrário do estado vizinho, o Rio de Janeiro respondeu por 11,2% do PIB em 2011, um ganho de 0,4 ponto percentual em relação a 2010. O acréscimo foi influenciado pela elevação do preço médio do petróleo, o que fez com que a participação passasse de 35,3% para 39,8%.
 
Minas Gerais permaneceu com a mesma participação de 2010, de 9,3%. O fator é que a indústria extrativa, que tem no minério de ferro seu principal produto, perdeu participação relativa no Brasil em função do ganho de representatividade dos estados produtores de petróleo.
 





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