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Polícia
Segunda - 12 de Agosto de 2013 às 15:35

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Policiais civis da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) fizeram busca e apreensão, na manhã desta segunda-feira (12), na unidade da LFG localizada no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. De acordo com delegada Ana Cristina, o estabelecimento funcionava de forma clandestina e captava sinais via satélite de modo irregular.

Na unidade foram apreendidos computadores, documentos e um receptor de sinal via satélite.

A delegada ressaltou que as investigações já concluíram que o grupo que administrava a unidade não tinha autorização da Anhanguera Cursos – empresa paulista portadora oficial dos cursos via satélite.

De acordo com a delegada Cristina o objetivo agora é entender como o grupo, que não tinha autorização, conseguiu captar o sinal dos cursos para fazer a transmissão via satélite.

Ela também informou que o grupo será indiciado pela prática de estelionato e propaganda enganosa. “As investigações continuam para detectar outros crimes possíveis”, acrescentou Ana Cristina.

Como as investigações estão em andamento, a delegada preferiu não revelar o nome do grupo que teria usado o sinal da Anhanguera de modo clandestino.
 

 

"De acordo com delegada Ana Cristina, a unidade era clandestina e captava sinais via satélite de modo irregular. "
 
A delegada também destacou que a unidade no bairro Morada do Ouro não será reaberta, já que não possuía autorização para funcionar.

Já a unidade da avenida Fernando Corrêa da Costa, que também foi denunciada por alunos em razão de mau funcionamento, recebeu uma intervenção judicial.

“Essa unidade possuía autorização da Anhanguera. O problema nessa unidade está relacionado a questões administrativas. Já a unidade do Morada do Ouro foi fechada completamente, pois não possuía autorização para funcionar”, enfatizou a delegada.

Intervenção

O inventor judicial Huendel Rolim afirmou que o grupo Anhanguera se comprometeu em matricular todos os alunos que se inscreveram na unidade do Morada do Ouro.

Ele acrescentou que esses alunos iniciaram os cursos nesta segunda-feira (12), na unidade localizada na Fernando Corrêa.

“A Anhanguera tem a responsabilidade social de matricular todos os alunos e garantir que eles assistam todos os cursos. Nenhum aluno será prejudicado”, enfatizou.

Rolim foi nomeado pela desembargadora Clarice Claudino da Silva para acompanhar a administração da LFG Concursos, que assumiu o controle da unidade da Fernando Corrêa.

Ele disse que intervenção na unidade Fernando Corrêa vai durar até que a situação esteja normalizada, com o funcionamento pleno dos cursos promovidos pela Anhanguera.

A Anhanguera Cursos e Participações é uma instituição conhecida nacionalmente como especialista em cursos preparatórios para carreiras públicas e Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
 
Entenda o caso

No início da semana passada, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar denúncia de 20 alunos contra a LFG.

Conforme as queixas registradas, o curso deveria iniciar as atividades no dia 29 de julho, mas quem compareceu para assistir as aulas na unidade da Fernando Corrêa recebeu uma senha para assistir ao conteúdo pela internet.

Outros alunos foram encaminhados à unidade da Morada do Ouro. Na última sexta-feira (9), as duas unidades amanheceram fechadas.

 






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