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Saúde
Sexta - 15 de Julho de 2016 às 16:49
Por: Isabela Mercuri - Olhar Direto

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Esqueça o que você ouviu falar sobre parto normal. As histórias sobre ‘a maior dor do mundo’, as imagens de choros desesperados das novelas e filmes podem ficar para trás. Isso porque, atualmente, o processo para trazer uma criança ao mundo pode ser muito mais calmo e tranquilo.

É o medo da dor que faz com que muitas mulheres optem pelo procedimento cirúrgico. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice razoável de cesáreas é de 15% dos nascimentos. No Brasil, 55,6% dos 2,9 milhões de partos realizados anualmente são cirúrgicos. Na saúde suplementar, essa distorção é ainda maior: 84,6% dos partos foram cesáreos.

Segundo Cássio Arruda Régis, médico e coordenador de equipe de anestesia do Hospital Santa Rosa, no trabalho de parto há contrações progressivas no útero e dilatações do colo, o que faz com que a dor aumente e diminua. Para amenizá-la, atualmente, a mulher pode optar por analgesia.

Existem as opções de analgesia raquiana, peridural ou ambas combinadas. A raquidiana usa um volume muito menor de anestésico, tem ação praticamente imediata e é dada de uma vez só, com duração limitada. Já a peridural utiliza uma quantidade bem maior de medicamento anestésico, e é administrada continuamente por um cateter que fica nas costas, durante o tempo que for necessário. Normalmente, a raquidiana (ou ráqui) é usada nas cesarianas e às vezes nos partos vaginais, e a peridural, nos partos normais.

Fugindo dos medicamentos, a mulher pode sofrer menos se estiver mais tranquila, e esse processo começa ainda na gestação, quando a mãe recebe a atenção do seu obstetra, deve se atentar à alimentação, praticar exercícios e sempre buscar o máximo de informações. “A tranquilidade da mulher é primordial na hora do nascimento, não importa se será via vaginal ou cesariana”, enfatiza Cássio.

Exercícios de respiração, massagens, ducha quente nas costas, música e iluminação suaves, alongamentos, ioga, pilates, meditação, caminhada ou até mesmo dançar também pode ajudar a trazer um filho ao mundo. Contudo, afirma o anestesista, é necessária uma equipe humanizada para ampará-la.

“Naquele momento em que a mulher está prestes a colocar seu filho no mundo, seja na maca do centro cirúrgico ou em um quarto esperando a hora dele resolver sair, ela está vulnerável e com milhões de sentimentos em sua cabeça. O que ela mais precisa é de pessoas que lhe deem atenção, carinho e estejam dispostas a fazer tudo com muito amor. A humanização não está somente no procedimento, está no coração do obstetra, do anestesista, do pediatra, da enfermeira, do maqueiro e de toda equipe envolvida”, explica.

Mesmo um parto cirúrgico deve ser humanizado, com uso de anestesia adequada para a mulher sentir o momento que seu bebê está nascendo e para que a equipe participe do parto, conversando e explicando tudo que acontece a sua volta.
De acordo com a Assessoria do Hospital Santa Rosa, o centro médico conta com uma suíte preparada especialmente para parto humanizado, feita de acordo com as diretrizes da Agência Nacional de Saúde (ANS). Além de banheira, banqueta ergonômica para a gestante e um projeto de iluminação baseado em um estudo de cromoterapia, a mãe também pode incrementar o ambiente com a música de sua preferência e até levar velas e aromatizantes que a façam se sentir mais confortável.

Junto a isso, está também uma equipe treinada, já que a suíte está integrada ao hospital, oferecendo aparato médico e tecnológico incluindo uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.





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