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Opinião
Quarta - 29 de Março de 2023 às 06:13
Por: Francisney Liberato

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Muitas vezes queremos fugir da responsabilidade de falar em público e, em algumas situações, criamos diversas justificativas. Já vi pessoas que sofriam de gagueira se disporem a aprender a se comunicar em público e que hoje falam de forma segura e tranquila, pois treinaram e desenvolveram a oratória.

A história de Moisés deixa muito clara esta afirmação. Ele foi criado como egípcio para ser o futuro faraó e obteve a melhor instrução da época, pois o Egito era a maior nação do mundo, rica em conhecimento literário e em táticas de guerra. Moisés foi treinado como guerreiro e participava ativamente do governo do faraó.

Apesar de ser hebreu, Moisés foi preparado para fazer jus ao posto de Príncipe do Egito, e mesmo depois de ter fugido do país, para um lugar distante daquela civilização, Deus apareceu a ele, convidando-o para ser o libertador do povo hebreu.

Ao analisar o propósito de Deus para Moisés, desde o começo de sua existência, quando ainda era um bebê, encontrado pela princesa do Egito dentro de um cesto no rio Nilo, percebe-se que as circunstâncias culminaram para que ele tivesse os melhores ensinamentos, os quais somente os nobres egípcios detinham, para que anos depois se tornasse o libertador de Israel. Em suma, para libertar e conduzir uma multidão de pessoas até a Terra Prometida, Moisés precisou se comunicar muito bem.


No livro de Êxodo, capítulo 4, é descrito o diálogo entre Deus e Moisés.

Ao receber o convite de Deus para libertar o povo, Moisés respondeu: “Ó Senhor! Nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem!”.

Será que a atitude de Moisés se assemelha às nossas justificativas quando as oportunidades aparecem em nossas vidas? O peso da responsabilidade tem travado a sua mente para não agir?

Será que a atitude de Moisés se assemelha às nossas justificativas quando as oportunidades aparecem em nossas vidas? O peso da responsabilidade tem travado a sua mente para não agir? Quem disse que você não fala bem? Moisés, mesmo sendo treinado no Egito, ainda desacreditava na sua capacidade. Ao que me parece, ele tinha uma fobia ou medo de falar em público, além do peso da responsabilidade que era demasiadamente grande.

Então Deus repreendeu a sua resposta irresponsável e fez alguns questionamentos a Moisés: “Quem deu boca ao homem? Quem o fez surdo ou mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? Não sou eu, o Senhor?”. O que chama a atenção nesse diálogo, e que serve para os dias atuais, é que Deus acredita muito mais em nós do que nós mesmos. Lembre-se: Ele te conhece muito mais do que você imagina e se Ele é por você não há o que temer.

Deus não apenas questionou Moisés e o fez refletir sobre o diálogo, como disse algo maravilhoso, e que com certeza pode fazer de você um grande orador: “Agora, pois, vá; eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer”. Moisés teria como mentor nada mais nada menos do que Deus. Que privilégio! Deus estaria com ele em todos os momentos e ainda o ensinaria e colocaria as palavras adequadas em sua boca.

Depois disso, com certeza Moisés aceitou o convite, correto? Não, ele ainda não se achava preparado para aquela missão: “Respondeu-lhe, porém, Moisés: ‘Ah Senhor! Peço-te que envies outra pessoa’”, assim, mais uma vez, denegou o convite. Será que estamos optando por delegar as oportunidades para um professor, palestrante ou orador, por acreditar que somente eles são capacitados para esta missão?

Você pode estar se perguntando: “Mesmo Moisés, com toda a estrutura e conhecimento do Egito, e ainda tendo Deus como o seu coach e mentor, ele quis fugir da responsabilidade, imagine eu que não tenho as mesmas oportunidades!”. Acredite: as oportunidades que Moisés teve no passado estão à sua disposição hoje, com variados recursos que temos disponíveis, tais como: treinamentos, livros, cursos e ainda contando com a ajuda de Deus.

Depois de muita insistência com Moisés, Deus criou uma alternativa: “Então o Senhor se irou com Moisés e lhe disse: ‘Você não tem o seu irmão Arão, o levita? Eu sei que ele fala bem. Ele já está vindo ao seu encontro e se alegrará ao vê-lo’”. A estratégia de Deus foi positiva, visto que o irmão de Moisés falava bem, e com o tempo poderia desenvolver a oratória com ele.

Foi o que ocorreu, Moisés voltou para o Egito, cumpriu a sua missão, tendo o seu irmão como auxiliar, bem como o próprio Deus, a qual colocou as palavras certas em sua boca, e em cada desafio prático ele foi se aperfeiçoando como orador e líder.

Esse diálogo extraído da Bíblia serve para nos mostrar, hoje, que é possível falar em público. As circunstâncias da vida vão nos proporcionar situações que a princípio podem parecer impossíveis de cumprir, mas é preciso ter coragem para desenvolver essa habilidade, e com o tempo vamos alinhando e aperfeiçoando o que é preciso, para sermos um grande orador, como foi o caso de Moisés.

Você consegue, creia nisso e, se assim permitir, Deus o habilitará a obter grandes resultados em sua oratória.

Francisney Liberato é auditor do Tribunal de Contas.

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do RepórterNews.



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