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Quinta - 05 de Setembro de 2013 às 20:28

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Durante o projeto InterAção, em que o Governo Municipal de Diamantino leva as ações aos moradores no local em que vivem, com a Prefeitura Itinerante, o prefeito Juviano Lincoln lançou a ideia, na propriedade do Sr. Dede, da campanha de recuperação e preservação das nascentes.

O prefeito mencionou que o intuito é levar, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, informações aos produtores de como proceder para que suas terras não sofram com a falta de abastecimento de água. Desta forma, são apresentadas medidas que englobam desde a eliminação das práticas de queimadas até o enriquecimento das matas nativas.

O trabalho começou a ser realizado com a distribuição de material gráfico educativo pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, no sentido de mostrar técnicas vegetativas aplicadas à conservação e recuperação das nascentes, bem como dicas de amparo ao solo.

- Medidas:

Conservação do solo
Plantio em curva de nível: é uma técnica de conservação do solo e da água, excelente para o cultivo em morros e terrenos acidentados. Neste tipo de plantio, cada linha de plantas forma uma barreira diminuindo a velocidade da enxurrada.

Evitar queimadas, pois, estas causam sérios danos às florestas e outros tipos de vegetação deixando o solo descoberto e matando os microrganismos e a vida do solo. Este solo sem proteção da cobertura vegetal pode ficar endurecido pela ação das gotas da chuva, o que irá reduzir a velocidade e quantidade de infiltração da água, além de favorecer as enxurradas.

Plantio em consórcio, intercalando faixas com plantas de crescimento denso com faixas de plantas que oferecem menor proteção ao solo. As faixas com plantas de crescimento denso têm a função de amortecer a velocidade das águas da enxurrada permitindo uma maior infiltração de água no solo.
Fazer uso dos restos culturais (palhada). Esse material, também chamado de matéria orgânica, quando apodrece favorece os organismos que vivem na terra melhorando as condições de infiltração e armazenamento de água no solo, além de diminuir o impacto das gotas de chuva sobre a superfície.
Uso de defensivos

O uso excessivo e descontrolado de defensivos agrícolas nas lavouras são grandes agentes de contaminação do solo e da água, principalmente do lençol freático. Por isso seu uso dever ser controlado e feito sob a orientação de um técnico responsável.

Deve-se construir locais apropriados para o descarte das embalagens, que jamais devem ser jogadas em rios e córregos ou junto ao lixo comum da fazenda.

Cercamento de nascentes

Construção de cercas, fechando a área da nascente, num raio de 30 a 50 metros a partir do olho d’água: evita a entrada dos animais e, por conseguinte, o pisoteio e compactação do solo.
Manutenção do asseio, ou seja, a limpeza em volta da cerca para evitar que o fogo, em caso de incêndio, atinja a área de nascente.

Enriquecimento da vegetação

A vegetação em torno das nascentes funciona como barreira viva na contenção da água proveniente das enxurradas.

Deve-se priorizar espécies nativas da região que geralmente são divididas em pioneiras e clímax.
Guapuruvu, bracatinga, orelha-de-negro, amoreira, pitanga, alecrim e sibipiruna são exemplos de espécies pioneiras, ou seja, de ciclo de crescimento rápido que produzem uma grande quantidade de sementes, facilitando assim a renovação natural da área plantada, já que possuem duração máxima de 20 anos. Exigem muita luz solar e servem para fazer sombreamento para as espécies clímax.

Recomenda-se que as covas das espécies pioneiras devam ser feitas em zigue-zague, proporcionando uma cobertura vegetal mais ampla. O plantio das mudas pode obedecer a um espaçamento padrão de 3m x 3m.

Óleo de copaíba, ipê, peroba, acácia, paineira, jacarandá, cedro, pau-brasil, angico, pau-de-jacaré, pau-ferro, entre outras, são exemplos de espécies de clímax, de desenvolvimento mais lento, que necessitam do sombreamento das espécies pioneiras para se desenvolverem. Produzem sementes e frutos e possuem vida média de 100 anos.

A mata ciliar não deve ser plantada em cima da nascente. Deve-se respeitar um espaço mínimo de 30 metros de distância. A renovação da vegetação junto à nascente deve acontecer de maneira natural.

Outras medidas

Construção de fossas assépticas nas residências rurais, evitando o lançamento de esgotos nas águas da propriedade.

Construção de fossas para os rejeitos animais, principalmente no caso de criação de suínos.
Construção de cochos para abastecimento de água para o gado ao longo da propriedade, evitando o trânsito de animais junto às nascentes e córregos. (com Dr. Sérgio Luiz de Carvalho – UNESP).
 





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