Após operação da PF, superintendente do Incra em SP pede exoneração
Ele pediu afastamento ontem depois de ter seu nome envolvido em um suposto esquema de desvio de verbas destinadas a programas da reforma agrária no Pontal do Paranapanema (oeste de São Paulo).
Pires foi detido na última quinta-feira (16) apenas para prestar depoimento durante a Operação Desfalque, da Polícia Federal. Ao todo, foram presas nove pessoas, entre elas o líder sem-terra José Rainha Júnior e uma funcionária do Incra em São Paulo. O grupo permanece preso temporariamente.
Raimundo Pires da Silva é engenheiro agrônomo e estava a frente do Incra-SP há oito anos. Segundo o órgão, ele afirmou ter pedido afastamento "para colaborar com as investigações". A exoneração foi publicada hoje no "Diário Oficial" da União.
A servidora de carreira do órgão, Jane Mara Guilhen, assumiu interinamente o cargo de superintendente. Os funcionários subordinados a Pires haviam ameaçado entrar em greve caso ele não fosse afastado do cargo.
O grupo preso na operação é suspeito de envolvimento num esquema que usava associações civis e cooperativas para desviar recursos do governo federal.
Conforme a PF, são investigados possíveis desvios em repasses que somam R$ 5 milhões.
De acordo com as investigações, as fraudes ocorriam porque o Incra não fiscalizava de forma eficaz o uso do dinheiro destinado às associações.
As oito pessoas detidas na operação também são acusadas de extorsão, estelionato e extração ilegal de madeira.
Na segunda-feira, a Justiça prorrogou a prisão temporária dos nove suspeitos até sábado.
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