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Internacional
Sábado - 09 de Novembro de 2013 às 08:10

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Nos últimos anos, o uso de maconha para fins medicinais se estendeu rapidamente pelos Estados Unidos. Agora especialistas afirmam que a popularidade da planta está tendo efeitos colaterais em cães.

Veterinários em Estados onde o uso medicinal da maconha é permitido - como Colorado e Califórnia - dizem que estão tratando cada vez mais cães com intoxicação por maconha.

Os especialistas explicam que os animais acabam ingerindo de forma acidental alimentos como biscoitos que contém maconha. Alguns cães acabam comendo diretamente a planta, que é guardada pelos seus donos.

A intoxicação é tratável na maioria dos casos. Os sintomas são falta de coordenação, pupilas dilatadas, vômitos, cansaço, incontinência urinária, mudança no ritmo cardíaco e tremores.

Um estudo divulgado na publicação científica americana Veterinary Emergency and Critical Care concluiu que, entre 2005 e 2010, os casos de cães que precisaram ser tratados no Colorado por ingestão de maconha quadruplicaram.

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Maconha queima neurônio? PARCIALMENTE VERDADE: estudos comprovam que fumar maconha antes dos 15 anos de idade diminui o QI, mas essas mesmas pesquisas mostram que, após os 20 anos, a maconha não traz problemas cognitivos. "Essa diferença tem a ver com a maturação do cérebro, porque na adolescência ele ainda está terminando de se formar. Entre os 15 e os 20 anos é uma faixa nebulosa, onde não foi possível comprovar qual o impacto. Ainda assim, consideramos uma idade de risco", explica Thiago Marques Fidalgo, psiquiatra do Hospital A.C.Camargo Leia mais Getty Images

Uma das autoras do estudo, Elisa Mazzaferro, disse à BBC que o número de intoxicações registradas no Estado cresceu exponencialmente desde a legalização da maconha para uso medicinal.

"Antes, na área de Denver, nós tratávamos anualmente algo como quatro ou cinco cães. Nos últimos anos, os casos aumentaram à medida que eram abertos mais ambulatórios [com maconha medicinal]", disse a especialista.

"Para nos certificarmos de que não se tratava apenas de um fenômeno local, recolhemos informações de diversas partes do Estado e os dados mostraram um aumento significativo no número de cães intoxicados", disse.

Mudança de comportamento

Mazzaferro e seus colegas examinaram os casos de 125 cães que foram tratados em centros veterinários. Dois animais acabaram falecendo devido à intoxicação.

Para Ahna Brutlag, que trabalha para a empresa de serviços de emergência para animais Pet Poison Helpline, o fenômeno não acontece apenas no Colorado.

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CHÁ DE COGUMELO - a psilocibina, substância retirada dos chamados "cogumelos mágicos", traz bons resultados em tratamentos para reduzir ansiedade e ataques de enxaqueca; pesquisadores investigam agora a capacidade do componente de aliviar sintomas característicos do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Especialistas também ressaltam que a droga pode deflagrar transtornos psiquiátricos pré-existentes Leia mais Thinkstock

Ela diz que, nos últimos cinco anos, foi registrado um incremento de 200% no número de consultas sobre animais que ingeriram maconha. Para Brutlag, isso ocorre tanto pelo aumento dos casos, como também por uma mudança de comportamento das pessoas em relação à maconha.

"Um fator-chave foi a legalização da maconha medicinal. Mas o estigma ao redor da planta também está desaparecendo, e os donos dos cães já não têm tanta vergonha de registrar os casos."

Ela recomenda que donos de cães intoxicados deixem o animal em um lugar pouco iluminado, até que passem os efeitos. Os sintomas começam a surgir entre 30 e 60 minutos após a ingestão. Casos mais graves precisam de acompanhamento de um veterinário.

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4.ago.2013 - Cerca de 30 manifestantes participam da Marcha da Maconha, ato denominado "Me Governa, Mujica", de Ipanema até o Leblon, no Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (4). O congresso uruguaio aprovou a legalização da maconha no país governado por José Mujica Ale Silva/Futura Press





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