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Polícia
Segunda - 04 de Junho de 2012 às 18:36
Por: Renê Dióz

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Renê Dióz/OD
Calisângela sai da DEHPP com o rosto escondido e acompanhada de familiares
Calisângela sai da DEHPP com o rosto escondido e acompanhada de familiares
A esposa do empresário Rogério Amorim, presa no último dia 25 acusada de planejar a morte da estudante Maiana Mariano, de 16 anos, negou à polícia qualquer participação no planejamento, na execução e na ocultação do cadáver da garota.

Em interrogatório ao longo de toda a tarde desta segunda-feira (4) na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), Calisângela de Moraes, 36, ainda afirmou que nunca teria interesse na morte da garota e sequer suspeitava do plano para executá-la.

Calisângela admitiu também que o esposo sempre teve vários relacionamentos com outras mulheres, mas só veio a tomar noção da proporção do caso dele com Maiana depois que a investigação policial ganhou cobertura da imprensa.

Ela, por exemplo, alegou à delegada Anaíde Barros que não sabia da tal motocicleta dada por Rogério a Maiana, nem de que a estudante estava residindo na casa da mãe dele ou de que a garota estava prestes a ganhar um apartamento do empresário.

Maiana estava desaparecida desde o dia 21 de dezembro de 2011, quando foi morta a mando de Rogério, com quem mantinha um relacionamento. Além do empresário, esposa e de Paulo Ferreira (executor confesso do assassinato) também foi preso Carlos Alexandre Nunes da Silva, que auxiliou no enterro do corpo da estudante e teria vendido a moto usada por ela.

Mentor do crime, Rogério teria armado uma emboscada para Maiana. A polícia acredita que a motivação seria por ciúme ou porque a estudante estaria lhe chantageando.

De acordo com a delegada, neste depoimento Calisângela manteve a linha que já vinha argumentando à policia, de modo que não acrescentou muitas informações à investigação.

De qualquer maneira, a delegada ainda aguarda outros interrogatórios para decidir se representa pela prisão preventiva de Calisângela ou pela prorrogação da temporária. Ela tenta constituir mais provas para concluir o inquérito em cerca de trinta dias.

Por sua vez, a advogada de Calisângela, Mirian da Costa Lima Menezes, falou rapidamente à imprensa após o interrogatório e limitou-se a repetir que sua cliente é inocente.
 





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