A realização da cirurgia foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal no último dia 5. Em outubro, decisão do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) determinou a imediata realização do procedimento pela rede pública. De acordo com a secretaria, o marca-passo foi adquirido por R$ 388 mil e a contratação da equipe médica de São Paulo, com traslado, teve custo de R$ 140 mil.
A pasta informou que ainda não foram definidos os valores da internação, do centro cirúrgico, da nutrição, dos exames e das ações de recuperação de Lucas no ICDF. “Nossa expectativa está grande, mas temos certeza de que vai dar tudo certo. A fase mais tumultuada já passou. Agora temos que nos preocupar com o planejamento da cirurgia”, disse Caio Bittencourt.
O pai do garoto contou, ainda, que esta semana ele passou por exame de sangue que constatou boas condições de saúde. A criança também fará exame de raio X nesta sexta. “Depois do marca-passo implantado, o ritmo de retirada dos aparelhos que ele usa vai ser gradativo. À medida que a musculatura dele responda de forma positiva, ele vai se desligando do uso do respirador artificial”, disse Bittencourt.
Histórico
Em 1º de agosto, o TJDF havia negado recurso do GDF contra a liminar que determina a implantação do marca-passo. Naquele mês, uma junta médica da secretaria concluiu que Lucas não tinha indicação para a cirurgia. Os três profissionais que analisaram a criança durante 26 minutos afirmaram que ele apresentava “sequelas neurológicas irreversíveis, tanto intelectuais quanto motoras” e que era tetraplégico.
Também segundo os médicos, o implante não traria melhoras significativas a Lucas e não havia necessidade de urgência no tratamento. Rodrigo Sardenberg, médico especialista no procedimento, questionou o laudo. “Acho que não foi uma boa avaliação, inclusive porque há um erro conceitual: Lucas não é tetraplégico, mas tetraparético, ou seja, ele tem os movimentos, mas são mais lentos.”
Em julho, o TJ determinou que a operação ocorresse independentemente do relatório da junta. Só após decisão de outubro do Conselho Especial do TJ que a Secretaria de Saúde autorizou a realização do procedimento.
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