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Opinião
Segunda - 30 de Janeiro de 2012 às 09:07
Por: Eraldo Lima

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No governo da presidente Dilma Roussef, os escândalos, as denúncias de corrupção nos ministérios foram tratados pela presidenta a ferro e fogo. Foi uma verdadeira faxina em quem cometeu crimes do colarinho branco ou surrupiou os cofres públicos ou sofreu denuncia de órgãos fiscalizadores do erário, como TCU, Procuradoria-geral ou entidades civis, mesmo que não tenham passado por um processo concluso, transitado e julgado. Porém, foram afastado de suas funções até apurar suas responsabilidade ou irresponsabilidades.

Aqui em Mato Grosso a coisa funciona de forma inversa, ou o governo do PMDB está sendo omisso diante dos casos de escândalos financeiros ou denúncias de corrupção.
 
Vide os casos onde o envolvido é o secretário Éder Moraes, da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa). Nos dedos de uma das mãos dá para contar que em pelo menos cinco ou seis deles (Escândalo das Máquinas, VLT e superfaturamento, Lands Houver,Cartas de Crédito e Incentivos Fiscais) supostamente ele estaria envolvido.

O último dele trata-se do pagamento de indenizações para a construção do Fan Park, no valor de 3,09 milhões, que seria construído no Parque de Exposição de Cuiabá, mas num repente ou ?achismo? do secretário, este decide mudar o local da construção, mesmo já tendo desembolsado milhões de reais, como vem sendo externados pela mídia escrita, falada e televisionada. O que mais pode haver debaixo do pano nas ações e atividades do Éder? Tai um pergunta que certamente o governador não gostaria de responder.

Mesmo diante de tudo isso, acredito que o governador Silval Barbosa, pessoa séria e responsável, tomou algumas decisões acertadas, como a de bloquear o pagamento das chamadas cartas de crédito até que seja dirimida questões cabeludas que envolveram o pagamento superfaturado delas.

Mas, falta ao governador tomar decisões como tomou a presidente Dilma de afastar ou demitir dos cargos ministros ou diretores supostamente envolvidos em denuncias de corrupção e afastar o secretário da Secopa para que seja investigado pela Delegacia Fazendária, pelo Ministério Público Estadual e Federal e, extirpar quaisquer ligações do secretário com tais escândalos. Não dá mais para Éder continuar neste governo, sendo acusado de supostas operações que supostamente fraudaram o erário público do Estado de Mato Grosso.

Neste início de 2012, o governo se viu apertado financeiramente pela falta de dinheiro em caixa em cumprir com prestadores de serviços ou fornecedores em razão, como é sabido, da inexistência de recursos, mesmo tendo anunciado que o estado ?bateu recorde? na arrecadação de impostos disso ou daquilo. Mato Grosso é um estado rico em produção e arrecadação nas mais diferentes áreas, portanto, a informação dando conta da falta de caixa não pode ser levada a sério. Elas, somente contribuem para o desfazimento de um estado desenvolmentista, característica essa tidas somente pelos maiores estados do país.

Como jornalista e tributarista que sou posso afirmar tal conceito com muita segurança. Agora, a existência de ?ralos? na administração faz com que voltemos à época dos senhores feudais, quando a corrupção corria solta, enriquecendo muitos deles, sendo que a culpa pelos descaminhos da economia era atribuída ao povo, aos mais fracos que passaram a sofrer pela inanição e pela falta de investimentos considerados sociais.

Não quero aqui fazer valer uma espécie de ?caça às bruxas? em relação aos desmandos administrativos que estão ocorrendo no Governo Silval, mas o governador tem que tomar decisões, mesmo que possa ferir até mesmo um de seus auxiliares mais direto.

Eraldo Lima é jornalista


 



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