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Eleições Brasil 2014
Terça - 09 de Setembro de 2014 às 10:36
Por: *JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS

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Militantes das campanhas dos candidatos ao Senado Wellington Fagundes (PR) e Rogério Salles (PSDB) acirram ainda mais a disputa e sobem o tom nas denúncias e críticas. Enquanto apoiadores do republicano afirmam que o ex-governador é réu em processo por improbidade administrativa, na venda de ações da Cemat, eleitores do tucano citam um Projeto de Decreto Legislativo (PDC), proposto por Fagundes em 2003, que prevê a divisão de Mato Grosso em 2 estados e atualmente tramita na Câmara dos Deputados.

Esta não seria a primeira vez em que o parlamentar tenta dividir Mato Grosso, tendo ele apresentado proposta semelhante em 1995.

Conforme registro no site da Câmara dos Deputados, Fagundes levantou a questão pela primeira vez há 19 anos. Em fevereiro de 1999, a Mesa Diretora do Legislativo arquivou a proposta. Já em 2003, o republicano apresentou outra vez a mesma proposição, que previa a criação dos estados do Mato Grosso do Norte e do Araguaia.

Em 1º de junho de 2010, quando era pré-candidato ao Senado, ele solicitou a retirada da proposição. No dia 9, a Mesa Diretora indeferiu o pedido e manteve a tramitação da proposta, uma vez que o PDC havia recebido novas adesões. Desta forma, o projeto de Fagundes pode chegar ao Plenário, tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado.

Por outro lado, neste final de semana, surgiu a informação de que Salles é réu em uma ação civil pública por improbidade adiminstrativa, que apura o suposto prejuízo de R$ 8 milhões aos cofres públicos. A ação foi proposta pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), em 2007. O caso, que envolve a venda de ações da Cemat, teria ocorrido durante a gestão dele no governo, em 2002.

Conforme documento da PGE, indícios de irregularidades foram constatados em setembro de 2003. Depois de um pedido de informações feito a Salles e ao ex-secretário de Fazenda, Fausto de Souza Faria, os 2 solicitaram à Polícia Civil a instauração de um inquérito.

A investigação, conduzida pelo delegado Luciano Ignácio, concluiu, em 2006, pelo indicamento de José Carlos de Oliveira, que teria adquirido as ações da Cemat. Já o Ministério Público Estadual (MPE), em 2008, optou por denunciar, além de Oliveira, Faria, excluindo Salles. No entanto, a PGE propôs a ação, para garantir o ressarcimento ao erário público, e tornou o ex-governador réu na ação, que tramita na Justiça de Mato Grosso.





Fonte: A Gazeta

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