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Segunda - 25 de Julho de 2016 às 10:02
Por: Do G1 -MT

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O único hospital da cidade de Poconé, a 104 km de Cuiabá, está sem condições de realizar partos e a maioria dos outros atendimentos. Os profissionais alegam que não estão recebendo os repasses do estado e do governo federal. Sem dinheiro, os funcionários da unidade, que é filantrópica, também entraram em greve há quase um mês.

A secretária-adjunta de política e regionalização do estado, Maria Salete Ribeiro, disse à TV Centro América que o estado deve repassar os valores atrasados ainda nesta semana. A cidade, de pouco mais de 32 mil habitantes é porta de entrada do Pantanal mato-grossense.

Hospital suspende atendimentos e até partos por falta de repasse em Poconé (Foto: Reprodução/TVCA)Hospital suspende atendimentos e até partos por falta de repasse em Poconé (Foto: Reprodução/TVCA)

O hospital também atende a comunidades rurais e ribeirinhas da região, até pessoas de Mato Grosso do Sul. Atualmente a ala da maternidade, onde já foram feitos 40 partos por mês, não chega a fazer seis por falta de recursos desde 2014.

“Hoje [o hospital] conta com a fonte estadual e federal. Há muito tempo que vem esse atraso de repasse, tendo atraso de repasse o que acontece? Atrasa fornecedor, funcionário. A equipe que era da obstetrícia desfizeram, tinha pediatria e cirurgião obstetra A partir desse ano pra cá o hospital veio decaindo em relação a obstetrícia”, explicou Marinalva Proença, administradora da unidade.

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Aproximadamente 70% da equipe médica foi desfeita, o que prejudicou também a realização de outras cirurgias. O resultado disso: gestantes e pacientes lotando os hospitais de Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana.

Com queda na produtividade o hospital geral de Poconé tem menos dinheiro pra receber. No contrato com o estado a entidade deveria receber R$ 191 mil – de recursos estaduais e federais. No entanto, desde de novembro de 2015 o valor estava diminuindo, já que a meta de atendimento não é batida, e há três meses não recebe nada.

O centro cirúrgico tem uma boa estrutura e está praticamente fechado. Com os salários atrasados os funcionários da enfermagem entraram e greve há quase 30 dias. Segundo os profissionais, 30% dos serviços estão mantidos durante a greve.

Conforme o secretário municipal de saúde, Wnder Sandro Amorim Oliveira, o repasse foi suspenso porque foi encontrada duplicidade de pagamento por serviço. O município e hospital fizeram um acordo provisório, o repasse de R$ 20 mil nos meses de julho e agosto, pra aliviar a situação.





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